O encarecimento dos combustíveis está a condicionar fortemente os hábitos de mobilidade e as decisões de compra das famílias em Portugal. De acordo com os dados divulgados pelo Observador Cetelem Automóvel, um estudo internacional realizado em treze países, trinta e sete por cento dos condutores portugueses reduziram as deslocações consideradas não essenciais nos últimos seis meses para fazer face à pressão financeira associada ao uso do automóvel. A necessidade de contenção reflete-se também na procura por alternativas mais económicas, com um em cada quatro automobilistas a mudar de posto de abastecimento em busca de preços mais baixos. A restrição orçamental estende-se ao processo de aquisição de veículos, onde o fator financeiro se sobrepõe ao prestígio ou à origem das marcas. Em Portugal, sessenta por cento dos inquiridos admitem já ter riscado marcas da lista de potenciais compras devido à respetiva origem. O estudo revela ainda que a ligação emocional ao veículo é inferior à média europeia, com apenas quarenta e sete por cento dos portugueses a manifestarem um forte apego ao carro atual. No que respeita às motorizações ecológicas, cinquenta e dois por cento dos potenciais compradores nos próximos doze meses apontam para modelos híbridos ou elétricos, alinhando-se com a média europeia, embora fiquem atrás de mercados vizinhos como Espanha e Itália. Apesar das dificuldades sentidas pelos consumidores, o mercado automóvel nacional tem contrariado a tendência de quebra de vários parceiros europeus desde a pandemia, com perspetivas de crescimento contínuo para o volume de vendas. Fonte: Jornal Económico #Combustiveis #Mobilidade #Economia #Portugal #Automoveis
También lo cubren: Jornal Económico (Portugal).
Ver más en News Today