O investimento na prevenção em saúde infantil vai muito além da prática clínica, configurando-se como uma decisão económica, social e política de enorme relevância. Com cerca de oitenta por cento do cérebro formado até aos três anos, a intervenção precoce assume um papel determinante, apontando dados de organizações internacionais para um retorno que pode atingir doze euros por cada euro aplicado. Contudo, Portugal enfrenta o desafio de repensar a sua abordagem e questionar o custo de chegar tarde aos problemas. Quando o apoio tarda, a dificuldade não desaparece, apenas se transfere da saúde para a educação e para os sistemas sociais, penalizando as famílias. A saúde infantil moderna exige uma visão integrada que una saúde, educação e proteção social, combatendo a fragmentação das respostas atuais. Instituições no terreno continuam a prestar cuidados multidisciplinares para mitigar vulnerabilidades socioeconómicas, sublinhando que prevenção sem acesso real não funciona. Medir o impacto e não apenas a atividade torna-se imperativo para garantir que nenhuma criança perde a janela fundamental do seu desenvolvimento por barreiras económicas ou temporais. Fonte: Jornal Económico #SaúdeInfantil #DesenvolvimentoInfantil #PolíticasPúblicas #Portugal #EconomiaSocial
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