Para efectuar a subscrição é necessário iniciar a sessão. Utilizamos conexões seguras e nunca partilhamos os seus dados com terceiros. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Acesso imediato a todo o conteúdo Premium. Cancele quando quiser. Índice do dólar . É um indicador que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a um cabaz composto pelas seis principais divisas: euro, iene, libra esterlina, dólar canadiano, coroa sueca e franco suíço. Habitualmente o dólar é considerado um ativo de refúgio e tende a ser valorizado em períodos de grande instabilidade global. A derrota dos republicanos nas midterms esteve a pressionar a “nota verde”, que perdeu valor contra a generalidade das moedas , devido aos receios que esta mudança no Congresso trave a política de Donald Trump e force uma regulação mais apertada às empresas de inteligência artificial (IA), com potencial impacto negativo no crescimento do país. O índice do dólar baixou, esta quarta-feira, para o valor mínimos de um mês. Em relação ao euro, a nota verde seguia a descer mais de 0,5%, com a moeda europeia a negociar nos 1,1251 dólares. Ao contrário da divisa, os juros das obrigações a 10 anos estiveram a recuar , com a “yield” das Tresuries a baixar três pontos para 4,92%, enquanto as ações globais reagiram em alta , com os investidores otimistas que este resultado resulte numa maior previsibilidade em termos de política económica nos EUA. Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico. A determinar a evolução negativa do dólar estão os resultados das intercalares nos EUA, que deram uma vitória expressiva aos democratas. “O dólar registou uma ligeira queda após uma noite difícil para o presidente Trump, que transformou o Congresso num órgão claramente azul”, comenta Matthew Ryan, analista da Ebury, num comentário aos resultados das eleições. “Consideramos que o resultado é ligeiramente negativo para o dólar. É provável que um Congresso democrata venha a travar a agenda fiscalmente expansionista de Trump, atenuando as preocupações com o défice e acalmando um pouco a onda de vendas de títulos do Tesouro”, refere o mesmo especialista. “ Yields mais baixas poderão reduzir a vantagem das taxas de juro que tem sustentado o dólar, enquanto mercados obrigacionistas mais calmos poderão minar os fluxos de capital que têm procurado refúgio seguro e que o têm apoiado nos últimos meses”, justica o analista. “Um Congresso controlado pelos democratas teria um impacto ligeiramente negativo para o dólar, tanto pelas implicações para o investimento em IA como pela possibilidade de uma prolongada paralisação da administração federal norte-americana, potencialmente a partir do próximo verão”, reforça o ING “A chamada ‘onda azul’ (vitória democrata) travou o avanço do dólar. Se esse movimento evoluirá para um período mais prolongado de fraqueza da moeda americana dependerá, provavelmente, menos da política e mais de fatores como a queda nos yields das obrigações, o arrefecimento do entusiasmo com o setor de inteligência artificial e a divulgação de novos dados económicos — elementos que podem começar a questionar a narrativa de um ‘excecionalismo’ contínuo dos EUA”, afirmou George Vessey, estrategista-chefe de câmbio e macroeconomia da Convera. O global head of markets do ING considera que “ é provável que a moeda norte-americana continue a ser negociada em função dos indicadores macroeconómicos e da política monetária, fatores que continuam a jogar a seu favor” . “ O mínimo de 101,25 pontos atingido durante a noite pelo índice DXY parece constituir um importante nível de suporte , que poderá manter-se até à divulgação, amanhã, dos dados do emprego de outubro”, acrescenta Chris Turner. Os democratas podem travar a agenda fiscal de Trump, mas com o seu direito de veto intacto e sendo
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