A França vive um novo dia de mobilização social, com sindicatos convocando trabalhadores do setor público e privado para uma greve nacional centrada na defesa do poder de compra e na reivindicação de aumentos salariais. O movimento reúne também estudantes secundaristas e universitários, integrantes dos coletes amarelos e organizações do setor agrícola, em um contexto de crescente insatisfação com a inflação e as propostas econômicas do governo. A greve é considerada um dos maiores desde os protestos contra a reforma da Previdência em 2023, com estimativas de participação de 500 mil a 700 mil pessoas nas regiões fora de Paris e entre 40 mil e 80 mil na capital francesa. O governo prometeu agir com 'extrema firmeza' diante de eventuais episódios de violência ou vandalismo. Além das reivindicações econômicas, parte dos manifestantes passou a denunciar restrições ao direito de protesto, após autoridades locais proibirem ou limitarem percursos de manifestações em várias cidades.
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