Gostaria de receber as principais notÃcias do Brasil e do mundo? Gostaria de receber as principais notÃcias do Brasil e do mundo? Acesse seus artigos salvos em Minha Folha , sua área personalizada Acesse os artigos do assunto seguido na Minha Folha , sua área personalizada Gostaria de receber as principais notÃcias do Brasil e do mundo? Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. O U2 lançar seu décimo sexto álbum de estúdio no ano em que comemora cinco décadas de carreira, sem interrupção, não surpreende apenas pela longevidade da banda nem pela formação que permanece a mesma desde o começo. O que impressiona é a disposição do quarteto, gravando com vigor adolescente. Em toda a sua trajetória, o U2 nunca tinha lançado tantas músicas numa única temporada como fez em 2026. "Carnaval de Luz", o novo álbum, traz 12 faixas. Somadas aos dois EPs do inÃcio do ano, "Days of Ash", em fevereiro, e "Easter Lily", em abril, fecham uma safra de 24 músicas inéditas. Nem o fã mais otimista esperava tanto. São os primeiros trabalhos de material inédito desde " Songs of Experience ", álbum de 2017. Produzido por Jacknife Lee, parceiro que cuidou do recente projeto solo de Bono com show e gravação em vÃdeo, traz nas letras temas como espiritualidade, amizade, liberdade e resistência. Puro suco de U2. Como sempre, há canções grandiosas, épicas. A impressão de ser um projeto ambicioso da banda pode até ser indicada pela capa do álbum. Ela remete à clássica imagem dos Beatles atravessando Abbey Road. Os integrantes do U2 caminham em uma linha semelhante. O cenário apresenta um céu claro, uma praia amarela e ondas do mar. Porém, a audição das novas canções trava um pouco tanta pretensão. A intenção do grupo parece ser equilibrar no álbum dois lados do U2 que foram separados nos EPs anteriores. "Days of Ash" traz um punhado de canções polÃticas, com um ativismo explÃcito que o U2 cansou de fazer nos anos 1980. Já "Easter Lily" é um disco com canções acolhedoras e derivativas. Os dois lados se juntam no álbum. Enquanto nos EPs é possÃvel pinçar duas ou três que poderiam ser incluÃdas numa galeria de melhores da banda, "Carnaval de Luz" é meio frouxo. Em alguns momentos, as músicas simplesmente não têm uma conexão forte com o ouvinte. E, quando a banda acerta um pouco mais a mão, o resultado é mais do mesmo. Claro que os fãs do U2 vão receber esse repertório com toda a empolgação construÃda por tanta espera por um material inédito. Mas é um pouco difÃcil imaginar essas canções com a força arrebatadora que, por exemplo, "Pride" ou "With or Without You" provocam nas grandes arenas. Mesmo "The Greatest Show on Earth", uma das faixas mais épicas do álbum, coescrita por U2 e Brian Eno, não é comparável aos hinos clássicos. A canção narra a história de amantes lutando para manter a fé um no outro. Em entrevista, Bono descreveu a faixa como uma das melhores da banda em muito tempo. Certamente um exagero do frontman, mas é um dos bons momentos de um álbum que abre com "Go (Carnaval de Luz)", uma faixa furiosa e um pouco errática, que serve como uma declaração de intenções da banda. "La Reina" e "Street of Dreams" mudam a jornada sonora, explorando diferentes nuances do estilo envolvente caracterÃstico do U2. Estranha mesmo é "The Mirror Maker ( RosalÃa )", uma homenagem à artista espanhola RosalÃa, "reconhecendo sua contribuição significativa à música contemporânea". à revista britânica NME, Bono comentou sobre a inspiração por trás da canção, destacando a admiração pela artista. Para quem estava com saudade do U2 panfletário, "Superficiality" e "If the World Is at War We Better Not Be" abordam questões sociais e polÃticas, refletindo sobre a superficialidade das interações modernas e a necessidade de unidade e
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