Depois de atravessar cinco anos consecutivos de contração económica entre dois mil e dezasseis e dois mil e vinte, a economia angolana regista agora sinais claros de recuperação. Os indicadores reunidos pelo Governo mostram que o produto interno bruto cresceu sete vírgula quinze por cento no primeiro semestre, impulsionado por uma aceleração expressiva no segundo trimestre. Trata-se de uma evolução significativa face ao crescimento registado no conjunto do ano anterior. Um dos elementos mais relevantes desta dinâmica é a evolução da atividade não petrolífera, que tem registado avanços expressivos em setores como os diamantes, a informação e comunicação, o alojamento e restauração, a indústria transformadora e a agricultura. O investimento estrangeiro fora do setor petrolífero atingiu o valor mais alto desde dois mil e oito, evidenciando uma aposta na diversificação económica. Paralelamente, a inflação recuou para um dígito, situando-se abaixo dos dez por cento, o que não acontecia há mais de uma década. Apesar destes indicadores macroeconómicos positivos, o teste decisivo continua a centrar-se na vida das famílias. O desemprego mantém-se elevado e quatro em cada cinco empregos continuam na informalidade. Embora a inflação global tenha descido, os preços dos produtos alimentares continuam a registar subidas expressivas, penalizando o orçamento doméstico. A diversificação da economia e a transformação do crescimento em melhores condições de vida permanecem como os grandes desafios para o país. #Angola #Economia #PIB #Inflação #Desenvolvimento #Fonte: Jornal Económico
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