O lucro gerado por filmes e séries nas plataformas de streaming continua sendo um segredo muito bem guardado pelas empresas do setor. Segundo a Strima, associação que representa as marcas no Brasil, cada companhia utiliza um método próprio e não revela detalhes sobre como esses dados são mensurados. O modelo de negócios do streaming é completamente diferente do cinema e da televisão convencional. No cinema tradicional, o investimento costuma se pagar quando o filme atinge de duas a três vezes o seu orçamento, considerando bilheteria, aluguel digital, venda de direitos e os custos com marketing e distribuição. Na TV, o dinheiro entra por meio de publicidade, assinaturas de TV a cabo e venda de conteúdo, com comerciais mais caros no horário nobre. Embora alguns serviços de streaming tenham adotado anúncios recentemente, a maior parte da receita ainda vem das assinaturas. O objetivo principal não é o desempenho isolado de uma obra, mas sim construir um catálogo atraente para fidelizar os clientes. No entanto, produções de grande sucesso conseguem atrair muito mais assinantes do que títulos menos conhecidos. A Netflix, líder do mercado, é a que mais divulga informações públicas, publicando relatórios periódicos sobre produções que atingem um número mínimo de visualizações, calculado dividindo o total de horas assistidas pela duração da obra. Apesar disso, esses números não revelam o lucro isolado de cada título. Documentos internos revelados pela imprensa apontam a existência de métricas proprietárias, como a participação de visualização ajustada, que avalia o impacto de programas na retenção de assinantes e na prevenção de cancelamentos. Como cada plataforma adota a sua própria metodologia de avaliação, o cálculo exato do retorno financeiro de uma obra permanece nos bastidores corporativos. Fonte: Super
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