Portugal mantém posição cimeira entre os líderes mundiais na transição energética

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Portugal mantém posição cimeira entre os líderes mundiais na transição energética

Portugal ocupa a 4.ª posição no caminho para a neutralidade carbónica, revela um estudo da Allianz Research que analisa o progresso da transição energética em 65 economias mundiais. O ranking Allianz Green Transition Tracker 2026 é liderado pelo Luxemburgo, seguido da Dinamarca e da Estónia. Segundo o estudo, Portugal obteve uma pontuação de 48,7 pontos, uma melhoria de 0,9 pontos face à avaliação anterior, mas abaixo dos avanços médios de dois pontos a nível mundial e de 2,2 pontos na União Europeia. O país acabou mesmo por perder uma posição relativamente à edição anterior. As emissões nacionais de gases com efeito de estufa diminuíram 21,6% desde 2015 e os veículos elétricos representaram 38% das vendas de automóveis novos em 2025 , fatores que justificam a posição de destaque de Portugal neste ranking, diz a Allianz em comunicado. Os níveis relativamente baixos de emissões por habitante também contribuíram para a classificação portuguesa No entanto, a análise realça que a quota de eletricidade de baixo carbono no total da produção elétrica nacional recuou de 85,2% para 80,9%, apesar da produção de energia solar ter aumentado 24,9%. “Expandir a produção de eletricidade limpa, consolidando simultaneamente os avanços nos transportes e na redução das emissões, será fundamental para manter a posição de liderança de Portugal”, afirma, no comunicado, Katharina Utermöehl, responsável pela área de Investigação Temática e Políticas da Allianz Research. O estudo conclui que a maioria das 65 economias avaliadas, responsáveis por 81% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa, apresentaram progressos na descarbonização da economia, em rigor 56, mas o ritmo mantém-se "insuficiente para cumprir os objetivos climáticos internacionais". Só cerca de um terço dos países analisados está a avançar ao ritmo necessário para cumprir as trajetórias de redução de emissões alinhadas com o Acordo de Paris. A Europa continua a liderar o processo, ocupando os países europeus as dez primeiras posições do ranking, mas verifica-se "um abrandamento significativo" nos progressos. "As emissões da União Europeia diminuíram apenas 0,2% em 2025, depois de reduções médias anuais de 4% nos anos anteriores". A manter este ritmo, a União Europeia só alcançará os objetivos de neutralidade carbónica em 2057. As projeções a nível mundial são ainda menos favoráveis. Segundo a Allianz Research, a neutralidade carbónica apenas deverá ser alcançada em 2064, ou seja, 14 anos depois da meta de 2050. A Allianz Research antecipa que as emissões mundiais de CO2 provenientes de combustíveis fósseis diminuam cerca de 0,5% , este ano. No entanto, "isso deve-se mais às tecnologias limpas mais baratas e ao petróleo mais caro do que ao reforço das políticas climáticas”, afirma Ludovic Subran, economista-chefe e diretor de investimentos da Allianz.

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