Miguel Maya, presidente do Banco Comercial Português (BCP), destacou a necessidade urgente de flexibilizar os produtos de crédito à habitação. Em sua intervenção durante um almoço-debate em Lisboa, ele defendeu que, em um mundo em constante mudança, especialmente para os jovens que frequentemente mudam de carreira, é essencial que haja a possibilidade de incluir moratórias em casos de desemprego. Maya argumentou que a atual rigidez dos produtos de crédito à habitação não atende à realidade do mercado de trabalho contemporâneo. Além disso, ele assinalou que a regulação atual é um entrave para a criação de instrumentos financeiros que permitam essas interrupções de pagamento. Maya também fez referência ao sucesso das moratórias implementadas durante a crise da COVID-19, onde a maioria dos clientes conseguiu retomar os pagamentos normalmente após o período de pausa. No contexto econômico atual, o presidente do BCP alertou que as taxas de juros deverão oscilar entre 2% e 4%, e que as instituições financeiras devem se preparar para essa nova realidade. Por fim, enfatizou que a crise da habitação não será resolvida apenas através do crédito, mas exige um planejamento mais eficaz. É essencial que o setor pressione as autoridades reguladoras para permitir a criação de produtos mais ajustados às novas dinâmicas do mercado de trabalho e às necessidades dos cidadãos. #CréditoHabitação #BCP #MiguelMaya #Economia #Flexibilidade Fonte: ECO
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