Para efectuar a subscrição é necessário iniciar a sessão. Utilizamos conexões seguras e nunca partilhamos os seus dados com terceiros. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade. Acesso imediato a todo o conteúdo Premium. Cancele quando quiser. Com o Presidente da República a apelar ao diálogo entre o Governo e os partidos da oposição, o primeiro-ministro respondeu ao repto com reuniões individuais. A crítica geral dos partidos que têm sido recebidos pelo Executivo tem sido de “intransigência” na lei do arrendamento , que se deverá manter, embora o Chega continue sem dizer como pretende votar a proposta na especialidade. No entanto, tem existido alguma abertura noutras propostas, nomeadamente em matéria fiscal, segundo os dirigentes partidários. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, revelou que a reunião terminou sem acordo quanto à principal exigência em matéria de arrendamento : deixar cair a proposta de lei do Governo que está em discussão no Parlamento e iniciar um novo processo legislativo , de raiz, para construir um regime mais equilibrado. Para esse efeito, o PS pretendia avançar com a constituição de uma equipa conjunta com o Governo , mas a posição de Luís Montenegro inviabilizou essa possibilidade. Do lado do Chega, o líder do maior partido da oposição, André Ventura, centrou as críticas nos partidos que foram Governo nos últimos anos em Portugal, PSD e PS, e argumentou que o país não pode ficar “à espera” das alterações à lei do arrendamento , que continua sem revelar como vai votar. Ventura defendeu que é preciso garantir que as rendas “não sobem descontroladamente” e dar confiança aos proprietários para colocarem as casas vazias no mercado de arrendamento. O presidente do Chega indicou que vão decorrer reuniões técnicas entre equipas do partido e do Ministério das Finanças , mas não ficou claro sobre que medidas vão incidir. Para os partidos da esquerda, que têm feito saber que o fim da lei das rendas é uma condição essencial para as negociações de medidas sobre a habitação , Livre, PCP e Bloco de Esquerda (BE) revelaram que não houve abertura. A co-porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, revelou que, apesar de o Governo ter manifestado disponibilidade para alterar a lei do arrendamento urbano , mostrou “ indisponibilidade absoluta ” para retirar a proposta. Acusa o Executivo de “insensibilidade e intransigência”. De acordo com a deputada do Livre, o Governo também não aceitou a “reversão dos benefícios fiscais a quem pratica rendas ditas moderadas” até 2.300 euros , algo que o PS também pretende, por forma a conseguir financiar o IVA Zero no cabaz alimentar . Pelo PCP, a líder parlamentar, Paula Santos, disse também não ver qualquer sinal de mudanças da parte do Governo no que toca à política de habitação . Insistiu ainda que a proposta de lei do arrendamento urbano “não tem remendo ou solução possível”. Por seu lado, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, criticou ainda o que chama de “lei dos despejos” , a “causa da grande intranquilidade social” e considerou que é uma medida que “ alimenta a especulação imobiliária “. Inês Sousa Real, deputada única do PAN, destoou dos restantes partidos e confessou ter sentido que “há uma abertura ao diálogo que não existiu se calhar em momentos anteriores” , sem se referir diretamente à lei das rendas. A vontade de negociar foi reforçada esta sexta-feira no Parlamento por Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, um dos partidos que apoia o Governo. Durante a apresentação de propostas de alteração ao OE2027, garantiu que continuará “a dialogar com todo os partidos com assento parlamentar” . “Do nosso lado não há intransigência nenhuma, há uma grande vontade de negociar”, disse. Pouco depois, numa audição sobre o OE2027, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, insistiu que “o Governo tomou um c
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