O executivo reconhece publicamente a relevância de prestar uma atenção adequada e integrada às exigências associadas à menopausa, avançando com o desenvolvimento de novos programas nacionais dedicados à saúde sexual e reprodutiva que integram esta fase da vida das mulheres. Em declarações prestadas no âmbito de esclarecimentos enviados à agência Lusa, o Ministério da Saúde indicou que estas iniciativas procuram promover uma vivência saudável e prevenir patologias e perturbações relacionadas com este período. Os projetos, atualmente em fase de elaboração pela Direção-Geral da Saúde, contemplam a criação de suportes informativos centrados na pré-menopausa e pós-menopausa, detalhando sintomas, recomendações práticas e opções terapêuticas, quer farmacológicas quer não farmacológicas. Estes conteúdos destinam-se igualmente a prestar apoio aos profissionais de saúde, abrangendo os operadores da Linha SNS 24. Esta tomada de posição surge na sequência de contestações manifestadas por médicos e diversas associações quanto a eventuais lacunas de resposta por parte do Serviço Nacional de Saúde para mulheres em menopausa e perimenopausa. A tutela sublinha que a menopausa acarreta repercussões diretas na saúde, no bem-estar e no percurso profissional das mulheres, defendendo uma abordagem transversal integrada em programas mais amplos para assegurar a continuidade dos cuidados. No que diz respeito à ausência de uma menção específica no articulado da proposta de lei do Orçamento do Estado, contestada por coletivos do setor, o ministério assegura que tal circunstância não afeta o desenvolvimento dos trabalhos, ficando o financiamento dependente das medidas a implementar. Por fim, tanto o ministério como a direção executiva do SNS reiteram a existência de respostas assistenciais nos cuidados primários e hospitalares, apontando para mais de cem mil mulheres registadas com queixas associadas a esta temática. Fonte: CNN Portugal
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