As principais ordens e sociedades médicas em Portugal manifestaram um profundo desagrado perante a incapacidade do Serviço Nacional de Saúde de assegurar uma resposta adequada e uniforme às mulheres que atravessam as fases de perimenopausa e menopausa. Especialistas das áreas de Ginecologia e Endocrinología apontam a urgência absoluta de estabelecer uma visão integrada e multidisciplinar que interligue de forma eficaz os cuidados primários com o apoio hospitalar. De acordo com os dados apresentados, mais de metade da população feminina em Portugal ultrapassa já a barreira dos 45 anos, tornando evidente a necessidade urgente de uma pressão política focada nestes números demográficos e clínicos. Atualmente, a ausência de normas de orientação clínica específicas e de circuitos de referenciação direta faz com que estas utentes fiquem relegadas para o final de listas de espera em consultas de ginecologia geral, acumulando-se com outras patologias e processos clínicos distintos. Os clínicos sublinham igualmente que a terapêutica hormonal atual é perfeitamente segura e deve ser administrada para combater sintomas físicos, emocionais e cognitivos incapacitantes — desde perturbações do sono e alterações de humor até dificuldades de concentração e queixas urinárias ou sexuais —, distanciando-se de receios infundados que remontam a estudos interrompidos no início dos anos 2000. Paralelamente, apela-se a uma maior conscienciação por parte das próprias mulheres para que não normalizem a perda de bem-estar como um fardo inevitável herdado de gerações anteriores, exigindo ativamente o apoio médico especializado a que têm direito durante uma etapa que pode abranger um terço das suas vidas. Fonte: CNN Portugal #Saúde #Menopausa #SNS #Medicina #Portugal
Ver más en News Today