Moldávia apontada como exemplo, Montenegro perto da meta: como está o caminho dos candidatos à adesão à UE

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Moldávia apontada como exemplo, Montenegro perto da meta: como está o caminho dos candidatos à adesão à UE

A Comissão Europeia apresentou esta semana o Pacote de Alargamento de 2026, onde é mostrada a avaliação feita ao percurso feito no último ano pelos países candidatos à adesão ao bloco e dos que pretendem vir a sê-lo, mas também as prioridades de reforma ainda necessárias. Os relatórios deste ano mostram que os esforços de reforma se traduziram em progressos concretos no sentido da adesão à UE nos casos de Montenegro, Albânia, Moldávia e Ucrânia, com os quatro países a avançarem “nas suas negociações de adesão a um ritmo sem precedentes”, apesar de estarem em momentos diferentes do processo. De notar ainda que no caso da Moldávia e da Ucrânia, que têm os seus processos de adesão ligados, Chisinau está ligeiramente mais avançada que Kiev. Aliás, para a comissária para o Alargamento, Marta Kos, a Moldávia foi o candidato que apresentou o “melhor desempenho”, mostrando uma “forte determinação” em implementar reformas. De recordar que o Montenegro iniciou as negociações de adesão à UE em 2012, a Albânia em 2022, enquanto a Moldávia e a Ucrânia deram início às suas em 2024. É ainda referido que, no último ano, a Macedónia do Norte obteve progressos significativos na implementação de reformas, enquanto que na Sérvia, na Bósnia-Herzegovina e no Kosovo o progresso manteve-se desigual. A Turquia continua a ser classificada como um país candidato – com Bruxelas a sublinhar que se trata de parceiro fundamental para a UE -, mas é referido que os fatores que levaram à paragem das negociações de adesão em 2018 continuam por resolver. Já o processo de adesão da Geórgia mantém-se paralisado. Falando na apresentação do pacote de 2026, Marta Kos destacou que este ano marcou o maior avanço no processo de alargamento da União Europeia nos últimos 25 anos. “Só este ano, abrimos ou terminámos 61 capítulos, com mais de 30 ainda por concluir até ao final do ano”, afirmou a eslovena. “O progresso significativo alcançado por alguns candidatos ao longo do último ano permite-nos transformar a promessa de alargamento em realidade. Estamos a propor, agora, um conjunto de roteiros indicativos para os países que se encontram em fases mais avançadas de negociação - Montenegro, Albânia, Ucrânia e Moldávia. Um caminho claro para o ano que se inicia e uma base sólida para as negociações que se avizinham”, acrescentou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. De acordo com Marta Kos, o relatório agora divulgado contém três novidades. “Em primeiro lugar, a Comissão estabeleceu um conjunto de roteiros indicativos para os quatro países que apresentaram maiores progressos no último ano. Estes roteiros oferecem maior previsibilidade e orientam o processo de adesão”, disse Kos. Para o Montenegro, o roteiro estabelece marcos que conduzem à adesão à UE, sendo notado por Kos que o tratado de adesão poderá ser assinado, o mais cedo possível, em junho de 2027. Já no caso de Albânia, Ucrânia e Moldávia, os seus roteiros apresentam as perspetivas para o próximo ano. “Em segundo lugar, a Comissão está a propor um novo modelo de integração gradual. No primeiro trimestre do próximo ano, iniciaremos um diálogo sobre a integração gradual com os países em processo de adesão, a fim de avaliar as medidas já existentes e explorar novas oportunidades de integração” , adiantou a comissária, notando que a terceira novidade é um novo foco na interligação entre os desenvolvimentos da segurança na Europa e a situação nos países em processo de adesão. “Integrar os candidatos à UE nas estruturas de segurança da União Europeia vai tornar a Europa, no seu todo, mais segura”, sublinhou Marta Kos. Na sexta-feira, a líder da diplomacia europeia abordou também este tema da segurança, em concreto o caso de Kiev. “Já temos uma arquitetura de segurança europeia estabelecida. A NATO e a União Europeia desempenham, cada uma, os seus respectivos papéis. Precisamos de garantir que a Ucrânia está integrada nesta arquitetura”, disse Kaja Kallas. O Montenegro obteve um progresso notável no sent

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